Mato Grosso, Quinta-Feira, 18 de Abril de 2019
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Superlotada

Com UPA superlotada, Sinop notifica Estado e Regional

A preocupação do município é referente principalmente aos casos considerados graves

Rudy Roger Vaz

12/04/2019 às 17:43

Com UPA superlotada, Sinop notifica Estado e Regional
Foto: UPA/Sinop

Com uma média de 50 pacientes internados diariamente com quadros considerados extremamente graves e superlotação na Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h) de Sinop, a Secretaria Municipal de Saúde notificou, nesta sexta-feira (12), a Secretaria de Estado e de Saúde e o Hospital Regional para que adotem medidas imediatas no sentido de transferir os pacientes já regulados.


A preocupação do município é referente principalmente aos casos considerados graves, uma vez que na unidade há pacientes com quadro agudo de natureza clínica, bem como para cirurgias de trauma e pediatria. “A UPA vem enfrentando sérias dificuldades na liberação de pacientes considerados graves e que necessitam de procedimentos de alta complexidade”, relatou o secretário municipal de Saúde, Gerson Danzer, na notificação.


A UPA 24h de Sinop é atualmente administrada pela Organização Social de Saúde Instituto Vida,que também oficiou o município quanto a alta demanda de casos graves internados na unidade. “A UPA é uma unidade de estabilização, ou seja, a gente recebe o paciente e regulamos para o hospital de referência que seria o Regional. Hoje temos crianças internadas de outros município e pacientes entubados, respirando mecanicamente e aguardando vagas”, explicou Danzer.


O secretário de Saúde lembra ainda que, Sinop atende todo o pólo regional de Saúde,que abrange mais de 30 municípios. “Temos um caso de uma criança indígena com suspeita de meningite aguardando vaga de UTI” entre outros casos.


Mensalmente o município investe R$ 1.345.000,00 (um milhão, trezentos e quarenta e cinco mil reais), na UPA. Deste valor, R$ 227.500,00 (duzentos e vinte e sete mil e quinhentos reais) são do Ministério da Saúde e R$ 115.750,00 (cento e treze mil e setecentos e cinqüenta reais) da Secretaria de Estado e de Saúde e o restante é custeado pela Prefeitura de Sinop.


“Queremos resolver o problema tanto que sempre disponibilizamos medicamentos, suporte com ambulâncias, até médicos em casos de urgência e emergência, mas chegamos no limite”, finalizou Danzer.