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MENINO

Menino de 7 anos é espancado com fio de luz e tem braços quebrados; tios foram presos

Marcia Jordan

05/04/2014 às 09:36

Menino de 7 anos é espancado com fio de luz e tem braços quebrados; tios foram presos

O casal Rhaiara Marcela de Almeida e Luciano da Silva Souza foram presos em flagrantes sob a suspeita de ter torturado o próprio sobrinho, uma criança de apenas sete anos.

A prisão deles ocorreu na noite dessa quinta-feira (3), quando a criança deu entrada no Pronto Socorro de Várzea Grande com os dois braços quebrados, as costas marcadas com sinais de espancamento de fio de luz. O Conselho Tutelar ainda suspeita que o menino tenha sido abusado sexualmente. Ele deve passar por um exame de corpo delito no Instituto Médico Legal (IML) para comprovar os possíveis abusos.

Segundo informações da Polícia Militar, ao entrar no hospital uma enfermeira desconfiou dos ferimentos da criança e acionou um conselheiro tutelar. Após o garoto ter os dois braços engessados ele foi ouvido pela assistente social.

No interrogatório, o menino denunciou os tios, dizendo que era constantemente agredido sem nenhum motivo. As agressões ocorriam na residência do casal, localizada no bairro Mapim, em Várzea Grande.

Segundo a criança, o tio Luciano, o espancava com pedaços de madeira e fio de luz. Em uma das agressões, o homem usou tanto a força que chegou de quebrar os dois braços do menino. Por isso, teve que leva-lo a uma unidade de saúde.

Após a denúncia do garoto, a conselheira acionou uma guarnição do 4º Batalhão da Polícia Militar, que realizou a prisão dos dois em flagrante, ainda no hospital.

O casal foi levado para a Central de Flagrantes onde foi autuado pelo delegado da Polícia Civil, João Eduardo Alencar, por lesão corporal contra vulnerável e tortura. Se condenados os acusados podem pegar até 10 anos de prisão. Luciano foi encaminhado a uma cela da Penitenciária Central do Estado (PCE) e Rhaiara ao Presídio Ana Maria do Couto.

Já a vítima está sob a guarda do Conselho Tutelar e deve ser encaminhado ao Lar da Criança, já que os pais são deficientes mentais.

Fonte repórter MT