Plano de Mendes não é unanimidade na AL e apresentação para deputados gera tensão

Nove dias desde a posse de Mauro Mendes (DEM) como governador de Mato Grosso e a relação com a Assembleia Legislativa já começa a enfretar os primeiros desgastes. Nesta quarta-feira (09) o democrata se reuniu com 22 dos 24 deputados da atual Legislatura para apresentar o pacote de medidas, que inclui a reedição do Fethab e a reforma administrativa, que será entregue amanhã (10) ao Parlamento. O clima do encontro, conforme apurou a reportagem, não foi dos melhores e o Governo pode encontrar resistência na aprovação dos projetos.

“Eu acredito que vai ter debate, vai ter discussão. Alguns posicionamentos do ‘Fethab 2’ já foram colocados ali porque também nós temos que discutir lá dentro [da Assembleia]. Mas lá é a Casa de discussão. Algumas coisas sobem, outras nós temos que manter, mas nós precisamos dele [do agronegócio] também, porque não podemos perder esses R$ 400 milhões”, clamou o líder do Governo na Assembleia, deputado Dilmar Dal’Bosco (DEM).

De acordo com Mauro Mendes, os projetos que serão apresentados aos deputados nesta quinta-feira farão com que seja possível criar um ambiente de gestão e financeiro para o restabelecimento do pagamento dos salários dos servidores, renegociação de dívidas com fornecedores, municípios e Poderes, assim como melhorar os serviços prestados pelo Estado nas áreas que o cidadão mais necessita, como Saúde, Educação, Segurança e Infraestrutura.

Como a novo Parlamento só será empossado em fevereiro, caberá a atual Legislatura votar o plano de Mendes, que vem sendo chamado de ‘Pacto por Mato Grosso’. As propostas, no entanto, causaram desconforto principalmente para o agronegócio e para a classe de servidores. Deputados que representam tais segmentos estão relutantes.

“Foi explicado para todo mundo todos os projetos que vão ser encaminhados para a Assembleia Legislativa. O governador Mauro Mendes colocou à disposição a equipe econômica e qualquer duvida, eu já tinha conversado com cada parlamentar, a gente senta e discute. Como líder eu vou fazer da mesma maneira, buscando diálogo. Nós escolhemos este mês de janeiro aí para ajudar na aprovação dessas leis, porque são leis importantes para o Estado, nenhum é pessoal, não é para o governador. A reforma administrativa é extremamente importante, dá economia de algo em torno de R$ 180 milhões. Nós temos que fazer”, reforçou Dilmar.

 

Fonte – Olhar Direto

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